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César Souza é consultor, palestrante e presidente da Empreenda, autor de “Você é o Líder da Sua Vida?”. Apontado pelo World Economic Forum como um dos “200 Global Leaders for Tomorrow”.
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| 26/08/2008
EM CIMA DO LANCE
FICA, BERNARDINHO!
Fonte: www.globo.com
Foi uma paulada a derrota da Seleção Masculina de Vôlei na madrugada de domingo para o time norte-americano. Mas a prata pode também ser vista como “ouro branco”.
Maior paulada ainda é a possibilidade do Bernardinho deixar de ser o técnico da Seleção. O time precisa de você, Bernardinho. E o país também. Não apenas o país do vôlei, mas o Brasil empresarial, o político, o comunitário. Para não falar do Brasil do futebol. Precisamos do seu exemplo de disciplina, determinação, garra, paixão pelo que faz. Não vá embora. Não deixe essa geração órfã das suas atitudes.
Sabemos que 4 anos de preparação exige muito sacrifício físico, mental, emocional. Mas você tem forças para isso. Veja o que a Maureen conseguiu depois de ter sido quase banida. Lutou e faturou. Reinvente tudo e lute por nós, precisamos desse seu exemplo nas salas de aula, nas empresas, nas esquinas do país. Deixe para se despedir em Londres, em 2012 beijando a medalha de “ouro amarelo”. Enquanto isso, exiba com orgulho e prazer o “ouro branco” conquistado em Pequim.
Fique firme!
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| 27/08/2008
EM CIMA DO LANCE
MARTA NO LUGAR DE RONALDINHO?
Fonte: www.oglobo.com e www.folha.com.br
E chegamos ao fim das olimpíadas sem a nossa tão esperada medalha de ouro no futebol masculino. Em um último fio de esperança comentavam “Agora vai! Ronaldinho resolveu mostrar seu futebol!”. Que nada ganhamos um bronze com muito sacrifício.
Diante das grandes decepções que os brasileiros vêm tendo com a Seleção masculina e jogadores consagrados, Marta consegue brilhar. E com seus dribles, gingado puramente nacional, nos faz lembrar que o futebol brasileiro não é apenas mais um esporte e sim uma arte, a mais pura expressão de cultura nacional. A arte que é transportada dos campos de várzea para gramados internacionais, e demonstra para o mundo a habilidade de todos aqueles garotos e garotas que jogam pela paixão e não somente pelo dinheiro.
Uma coisa é certa nessas Olimpíadas não deu Ronaldinho deu Marta na cabeça. O futebol feminino brilhou e por pouco não conquistou a medalha de ouro, mostrou um show de futebol e nos trouxe de presente a prata.
E você, prefere a Marta ou o Ronaldinho?
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| 28/08/2008
EM CIMA DO LANCE
O QUENIANO CAMPEÃO DA MARATONA
Fonte: www.oglobo.com
O domínio dos quenianos nas provas de ruas não é nenhuma novidade, mas o atletismo no planeta, deve agitar-se nos próximos anos graças à aparição de um fenômeno queniano com apenas 21 anos. Com essa idade, Samuel Wanjiru conquistou, neste último sábado, a medalha de ouro na maratona, última prova do atletismo nos Jogos Olímpicos de Pequim, e derrubou o recorde olímpico que durava 24 anos.
Nenhum dos atuais detentores das melhores marcas do atletismo é tão jovem quanto ele. A precocidade de Wanjiru impressiona mais por acontecer em corridas em que geralmente os atletas atingem o auge bem mais velhos. Mas essa história começou bem mais cedo. Seu preparo físico surgiu do seu esforço e necessidade de ir para escola, o que fazia com que esse garoto corresse 11 km todo dia para ir e outros 11 km para voltar para casa.
E você, acredita que o sucesso ocorre por acaso, por perseverança ou necessidade? Conhece algum exemplo como o de Samuel?
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| 29/08/2008
EM CIMA DO LANCE
NÃO BASTA ILHAS DE COMPETÊNCIAS, OS AMERICANOS PRECISAM DE UM ARQUIPÉLOGO DE EXCELÊNCIA
Fonte: www.globo.com
Vejam só, mais uma frustração nesta olimpíada, desta vez duas equipes que já se consideravam campeãs nos jogos de Pequim: as equipes de revezamento 4 x 100 americana masculina e feminina.
Eram as grandes favoritas ao ouro, mas foram eliminadas precocemente nas semifinais de suas competições. Culpa das trapalhadas nas provas e falta de sinergia nas equipes. Entre os homens, o erro ocorreu na passagem de bastão entre Darvis Patton e Tyson Gay, que encerrou a prova, o bastão caiu e os campeões mundiais em 2007 e prata em Atenas foram eliminados. Com as mulheres, o mesmo erro se repetiu Torri Edwards e Lauryn Williams e assim como os homens, ficaram fora da final.
Grandes ídolos olímpicos sem dúvida, os atletas sentiram na pele que precisam evoluir da situação de grandes heróis individuais para equipes que trabalham em sinergia para se tornarem vencedoras. Não basta serem ilhas de competências, precisam tornar-se um arquipélago de excelências.
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| 01/09/2008
EM CIMA DO LANCE
AS 5 FORÇAS DE DONA LUIZA

Dona Luiza Helena, a comandante do Magazine Luiza é uma Líder Inspiradora.
Conheço-a desde 2002 quando numa conversa me revelou que o seu sonho era “compatibilizar o lucro financeiro com o lucro humano”. Gostei tanto dessa sua assertividade que a coloquei no livro VOCÊ É DO TAMANHO DE SEUS SONHOS, fruto de entrevistas com vários lideres empresariais e comunitários brasileiros. Meses mais tarde a empresa foi considerada uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil e num breve encontro, ela me disse estar realizando seu sonho com aquele reconhecimento.
No meu mais recente trabalho sobre Liderança, fruto da minha convivência com dezenas de lideres nos 4 continentes, posso afirmar que ela é o que chamo de Líder 5 Estrelas. Vejamos suas 5 Forças:
• Ela oferece uma Causa, em vez de apenas metas e tarefas? Sim, sua causa é explicita e contagiante: “Ser feliz! Não apenas vender produtos mas sim novas formas de fazer as pessoas mais felizes, proporcionando momentos de alegria e bem estar para todos com os quais se relaciona;
• Ela forma outros Líderes, em vez de apenas seguidores? Sim, está preparando o sucessor, seu primogênito Frederico Trajano e toda uma geração de executivos. Prova? Acaba de ser apontada pelo Best Place to Work como a Melhor empresa para Executivos Trabalhar no Brasil!;
• Ela lidera 360 graus, em vez de apenas liderar equipes dentro das paredes da empresa? Sim, ela lidera e é admirada como líder por fornecedores e por clientes e comunidades onde atua. Um feito e tanto, pois concorrentes dela podem até ser admirados por clientes, mas não são tão admirados assim por funcionários ou pelos fornecedores que se julgam “espremidos”;
• Ela surpreende pelos Resultados, em vez de apenas fazer o combinado?Sim, tem tido resultados consistentes nesta década e surpreende o mercado com sua ousada estratégia de inaugurar 50 novas lojas em São Paulo, todas no mesmo dia!
• Ela inspira pelos Valores, em vez de apenas inspirar pela hierarquia ou pelo carisma? Sim, a sustentabilidade da empresa está calcada nos Valores que ela incansavelmente procura educar sua equipe, seus clientes. Valores de amor ao Brasil, encantamento de clientes, apaixonamento dos colaboradores, respeito pelos parceiros.
Nos 30 anos de vida profissional, convivendo com líderes nos EUA, Japão, Europa, África e, claro, no Brasil, conto nos dedos aqueles que considero como “Líderes 5 Estrelas”. Dona Luiza Helena é um dessas pessoas, ao lado de Lideres Inspiradores como Nelson Mandela, Akio Morita e Norberto Odebrecht.
Se você deseja ler na integra a matéria de capa da Época Negócios, acesse o link www.epocanegocios.com.br
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| 02/09/2008
EM CIMA DO LANCE
FOMENTE A LIDERANÇA
Fonte: www.oglobo.com
O saudoso técnico João Saldanha, que escalou um time de craques para disputar as eliminatórias para a Copa do Mundo de Futebol de 1970, que seria realizada no México, é um bom exemplo de líder que cria estruturas, mecanismos, atitudes e posturas que estimulam o desenvolvimento do líder que há dentro de cada um.
João Saldanha criou uma forma peculiar de jogo escalando três canhotos no time – Gerson, Rivelino e Tostão. Nos esquemas predefinidos 4-2-4 ou 4-3-3 da época, pelo menos um dos três teria de sobrar. O aparente dilema de João Saldanha foi discutido pela população brasileira. A insistência em manter a escalação apesar das pressões dos militares – que tinham preferências por outros jogadores – custou-lhe o cargo. Saldanha foi substituído por Zagallo, que herdou a base do time e foi um discípulo aplicado.
Essa “fábrica de líderes” foi tão eficiente que, mesmo depois de Saldanha ter sido cortado, prevaleceu a base do time que ele escalara. A presença dos líderes eficazes é sentida mesmo quando estão ausentes. E aí deu no que deu: o Brasil venceu a Copa do México e conquistou o título de tricampeão mundial de futebol. A vitória foi fruto de coragem, determinação e sabedoria. João Saldanha aumentou a auto-estima dos jogadores e cultivou os diversos líderes com que contava. Personalidades do calibre de Pelé, Carlos Alberto, Gérson, Tostão, Rivelino, Piazza eram muito mais que apenas jogadores extremamente talentosos. Eram, também, líderes excepcionais.
Em sua opinião, o que caracteriza um líder eficaz? Como identificar e treinar talentos com potencial de liderança?
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| 03/09/2008
LÍDER NA PRÁTICA
O MARQUÊS DE POMBAL
Fonte: www.latinstock.com.br
Sebastião José de Carvalho e Melo, que entrou para a história como o Marquês de Pombal, também conduziu um esforço de superação extraordinário. Em 1775, quando Lisboa foi sacudida por um dos maiores abalos sísmicos de que se tem notícia – cujo impacto foi sentido na Espanha e em Marrocos –, ele liderou de modo ímpar a recondução de Portugal e de sua capital à vida normal.
Soube atuar de modo determinado em muitas frentes, demonstrando grande capacidade de coordenação para executar todas as medidas emergenciais que ficaram conhecidas como as “Providências”. Além disso, criou soluções inovadoras para o novo desenho da cidade e utilizou técnicas construtivas que permitiram que ela se reerguesse dos escombros. Como uma fênix, Lisboa renasceu, literalmente, das cinzas graças à equipe bastante competente que ele soube convocar e liderar no momento de crise.
E você, reconhece um líder em atividade que demonstra na prática superar obstáculos, por mais instransponíveis que possam parecer? |
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| 04/09/2008
EM CIMA DO LANCE
ROSA CÉLIA BARBOSA
“Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher, baixinha e alagoana. Eu fiz!”
Essas palavras são da cardiologista Rosa Célia Barbosa, que dirige um dos centros médicos mais sofisticados do país, a Unidade de Cardiologia Pediátrica do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro.
Ela construiu uma trajetória excepcional. Natural de Palmeira dos Índios, Alagoas, Rosa – a quarta de uma família de 11 filhos – foi abandonada aos 7 anos de idade em um internato de Botafogo, bairro de classe média na capital carioca. Trabalhou como cozinheira, professora de jardim-de-infância, auxiliar de enfermagem e secretária até ingressar na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Depois de formada, especializou-se em cardiologia infantil no Hospital da Lagoa e, sem saber uma palavra de inglês, ganhou uma bolsa para estudar no National Heart Hospital de Londres com Jane Sommerville, a maior especialista mundial na área. Atualmente, a Dra. Rosa também dirige a Pró-Criança Cardíaca, uma organização não-governamental que atende menores carentes com distúrbios do coração e luta para construir o Hospital da Criança.
“Se eu, com essa história de vida, realizei meus sonhos, todo mundo pode realizar os seus”, disse em 2006 ao receber o Prêmio Faz Diferença. A médica tem razão: cada um de nós pode realizar seus sonhos.
Por que, então, muitas pessoas não conseguem transformar seus sonhos em realidade? Por que abandonam seus projetos mais íntimos e até desistem de sonhar?
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| 05/09/2008
EM CIMA DO LANCE
SOLVÍ
A Solví, cuja causa é “Ser a melhor empresa na gestão de engenharia de soluções para a vida”, percebeu essa necessidade de criar líderes em todos os níveis. Começou a preparar seus líderes atuais e potenciais para o futuro. Com uma trajetória diversificada, a Solvi passou por diversas fases: começou como uma empresa tipicamente familiar sediada em São Paulo, em seguida foi adquirida por um grupo brasileiro do setor de construção e depois por uma multinacional francesa com a cultura empresarial do binômio planejamento e controle. A empresa entrou em uma nova fase e voltou a ser controlada por empresários brasileiros que desfraldaram a bandeira da profissionalização.
Formar uma nova geração de líderes foi uma das primeiras decisões tomadas nessa nova fase. Assim teve início um programa de treinamento, o Liderar, com a meta de formar cerca de 200 profissionais alinhados com a filosofia da empresa, mas com a postura de líderes. Um desafio e tanto para uma organização bastante diversificada –seus negócios englobam coleta de lixo, resíduos industriais, saneamento e água – e com enorme capilaridade eográfica: seus projetos cobrem todo o território nacional, de Manaus, no Amazonas, a Farroupilha, no Rio Grande do Sul. Além disso, opera um projeto de saneamento básico em Lima, Peru.
Ao praticar o novo modelo de liderança, a Solví demonstra ao mundo empresarial que, em vez do mítico líder carismático do passado, os líderes eficazes do futuro serão aqueles capazes de arquitetar e implantar formas de organização que permitam o florescimento da liderança nos outros – justamente o oposto daqueles gestores acometidos pela “doença” dos que preferem cercar-se de pessoas menos competentes para brilhar na lealdade cega dos membros da sua equipe.
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| 08/09/2008
ARTIGO DA SEMANA
FORME LÍDERES EM TODOS OS NÍVEIS
A pratica da sucessão é um dos critérios mais importantes utilizados por potenciais investidores na avaliação das empresas. Ninguém quer investir em uma empresa com futuro incerto. Os potenciais acionistas estão atentos à profissionalização da empresa, Isto é, à presença de líderes em todos os níveis. São várias as razões que impõem a necessidade de pessoas – tanto em quantidade quanto em qualidade – capazes de exercer a liderança nas empresas:
• As empresas precisam estar muito mais próximas de seus clientes, parceiros e comunidades. Elas crescerão no exterior ou no mercado doméstico na mesma proporção em que forem capazes de dispor de líderes para atuarem na sua crescente capilaridade geográfica.
• As grandes empresas estão se reestruturando em unidades negociais menores e mais autônomas para se tornarem mais competitivas. Mesmo aquelas que estão buscando economias de escala por meio de fusões e aquisições estão simultaneamente se fragmentando em unidades de negócios.
• As áreas funcionais devem ter espírito mais empreendedor e menos burocrático. Precisam de líderes (e não apenas gerentes) que saibam atender seus “clientes internos” em vez de chefes que criam burocracias como fonte de poder.
• A consciência crescente de que fatia de mercado, rentabilidade e lucros são ativos perecíveis que podem desaparecer em pouco tempo. Os líderes que desejam perpetuar suas empresas precisam não de seguidores leais, mas de pessoas capazes de empunhar a causa da empresa no momento seguinte.
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| 09/09/2008
EM CIMA DO LANCE
OPRAH WINFREY
Fonte: www.buddytv.com
“O grande segredo na vida é que não há grande segredo. Qualquer que seja sua meta, você pode chegar lá, se estiver disposto a trabalhar”, diz Oprah Winfrey.
A primeira apresentação de Oprah foi as 3 anos de idade para sua avó, com quem morou em uma fazenda humilde no Mississipi e aprendeu a ler e a fazer breves receitas. Seis anos depois, foi vitima de abuso por parte de um primo, fugiu de casa e quase acabou num reformatório. Aos 14 anos foi enviada para Nashville, para viver sob a estrita disciplina do pai. Uma das exigências dele era que a cada semana sua filha lesse e fizesse o resumo de pelo menos um livro.
Oprah Winfrey começou a carreira artística em uma rádio, aos 17 anos. Logo depois assinou contrato como repórter de um canal de televisão. Freqüentou a universidade e se formou em Comunicação e Artes Dramáticas. Descobriu seu talento para o talk-shows e tornou-se âncora de um programa de televisão ao vivo. Alguns anos depois, já em Chicago, transformou um programa matutino em um grande sucesso de liderança. Em 1985, essa atração ganhou o nome de The Oprah Winfrey Show. Vinte anos depois, o programa era exibido em 110 países. Ela entrou na área editorial e seu Oprah Book Club virou uma verdadeira fábrica de best-sellers.
Motivada em parte pelas próprias memórias, iniciou uma campanha para a criação de um banco de dados nacional listando os criminosos acusados de abuso sexual de menores. O presidente Clinton transformou a “Emenda Oprah” em lei em 1993, possibilitando às agências federais policiais uma pronta identificação de suspeitos desses crimes.
Oprah foi apontada pelo Time como uma das pessoas mais influentes do século XX. A Forbes a incluiu entre as “As Mulheres Mais Influentes do Mundo”.
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| 10/09/2008
FILME DA SEMANA
2 FILHOS DE FRANCISCO
Gênero: Drama Diretor: Breno Silveira Ano: 2005
O filme mostra um belo exemplo de superação. Pai de nove filhos, seu Francisco, um pobre lavrador de Pirenópolis, interior de Goiás, sonhava transformar dois deles. Quando Zezé, o filho mais velho, completou 3 anos, ganhou do pai uma gaita. Mais tarde, com o dinheiro que vinha da lavoura, seu Francisco comprou uma sanfona e um violão para os meninos, que àquela altura já formava a dupla Camargo e Camarguinho. Sempre determinado e perseverante, seu Francisco ensaiava os filhos usando uma enxada como se fosse um microfone fixo e fazia os dois cantarem para o público imaginário.
A família se mudou para Goiânia e passou a morar em um barraco de dois cômodos. Seu Francisco arrumou emprego como servente de obra. Dona Helena, sua mulher, trabalhava como lavadeira. Após muita labuta e o treinamento prático dado pelo pai, a dupla conseguiu certo grau de sucesso no interior do país, mas um acidente automobilístico pôs fim à vida de Emival e à carreira da dupla.
Mirosmar tentou outros empregos até se transformar no cantor Zezé Di Camargo. Mas a fama só veio depois de formar nova dupla, dessa vez com seu irmão caçula, Welson, que passou a ser chamado de Luciano.
Muitos anos depois, a dupla fechou contrato com a gravadora Copacabana. Zezé compôs É o Amor. Antes mesmo de o disco sair, Zezé deixou uma fita com essa música em uma rádio de Goiânia. Perseverante, seu Francisco vale-se de um discutível truque: comprava 500 fichas telefônicas por semana e as espalhava pela vizinhança. Então dizia às pessoas que ligassem para a rádio e pedissem a musica que seus meninos haviam acabado de gravar. Em 15 dias É o amor se tornou a música mais pedida da cidade, graças à demanda que ele criou.
O exemplo de seu Francisco foi fundamental para o sucesso dos filhos. Dona Helena, de forma silenciosa, exerceu sempre grande influência sobre toda a família. Pode-se afirmar que eles foram “régua e o compasso” na formação dos filhos. Ambos souberam liderar nos momentos difíceis.
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| 11/09/2008
EM CIMA DO LANCE
ARRI E JAIR COSER

Arri Coser, o simpático e bem humorado empresário dono de uma rede de 12 restaurantes, quatro no Brasil e oito nos Estados Unidos, que empregam, no total, mais de mil funcionários, tinha como sonho ser piloto de avião. Aos 14 anos, veio do Rio Grande do Sul para o interior e São Paulo com o objetivo de estudar. Precisava trabalhar para ganhar seus estudos e se empregou como copeiro em uma churrascaria na cidade de Guaratinguetá. Seu irmão Jair era seminarista e foi designado para atuar em Aparecida do Norte, 10km de Guaratinguetá, onde estava Arri.
Em pouco tempo, Jair largou a batina e ambos iniciaram uma parceria que mudaria suas vidas. Antes, porém, de inaugurarem seu primeiro negocio, fizeram um treinamento de três anos. Foram trabalhar em várias churrascarias em São Paulo e no Rio de Janeiro. Passaram por praticamente todas as funções nesse ramo.
A Fogo de Chão nasceu em Porto Alegre. Sua proposta era oferecer um típico churrasco gaúcho, com a apresentação de música e dançarinos. Cada refeição seria transformada em uma festa. A qualidade da comida, o atendimento diferenciado e o clima festivo contribuíram para a boa aceitação da empresa.
A empresa sempre soube oferecer oportunidade de crescimento a todos, por meio de treinamento e cursos que capacitam a passar por todas as funções a fim de conhecer todo o processo de produção. Diariamente, os mâitres e gerentes das unidades analisam o que acontece, de bom e ruim, no dia anterior. Essa é uma das fórmulas de sucesso desse empresário.
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| 12/09/2008
EM CIMA DO LANCE
MISSÃO DE TODOS NÓS
 Fonte: www.latinstock.com<
Liderar 360 graus não deve ser uma postura exclusiva de técnicos esportivos, comandantes militares ou gestores empresariais. Qualquer um que exerça a liderança nos mais variados campos de atuação deve ter a máxima atenção para não ficar com a cabeça enterrada. Ao contrário, é preciso estar sempre ligado nas oportunidades de liderar que vão surgindo no dia-a-dia.
Tomo emprestadas as sábias palavras do dramaturgo Bernard Shaw para avaliar a atuação desses líderes ensimesmados: “Os indivíduos bem-sucedidos são aqueles que saem e procuram as condições que desejam; e, se não as encontram, eles as criam”. Shaw poderia ter acrescentado: eles as criam onde quer que seja possível, não apenas quando estiverem ao seu alcance mais imediato.
E você, está atento a essas possibilidades?
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| 16/09/2008
EM CIMA DO LANCE
RESULTADO E VALORES ÉTICOS
 Fonte: www.blasderobles.com
Resultado com ética é um dos temas mais discutidos ultimamente nos eventos empresariais. E pelo fato de pregar a importância de se “surpreender pelos resultados” sempre sou questionado sobre o limite a se alcançar com resultados que não atropelem a ética.
Gostaria de sublinhar um ponto importante: surpreender pelos resultados não significa obter qualquer resultado. Não só os resultados devem ser valorizados, mas também a forma como são obtidos. Não se pode descartar a ética na obtenção de resultados. Permita-me, então, discordar veementemente da afirmação atribuída ao escritor italiano Maquiavel na obra O Príncipe: para mim, os fins não justificam os meios!
Infelizmente há muitos casos de grandes resultados obtidos por meios, no mínimo, questionáveis. Para não ficar chovendo no molhado e citar os exemplos diários nos jornais, tomemos como exemplo o legendário cangaceiro Lampião, que ficou famoso e passou a ser temido em todo o Nordeste brasileiro há algumas décadas. Formou um bando de 40 homens (coincidência são sempre 40, os do Ali Babá, os do Mensalão...), foi pioneiro na técnica guerrilha, tornou-se amigo de coronéis, influenciou as artes populares... Mas era um criminoso, chegando a ter mais de quatro mil soldados no seu encalço. Percorreu sete estados nordestinos de 1920 a 1930, levando medo à população do sertão. Virou celebridade à custa de sangue e sofrimento.
Resultado inquestionável dentro dos objetivos por ele traçados, mas a que custo...
Lembre-se sempre: tão importante quanto obter resultados extraordinários é a forma pela qual obtemos tais resultados...
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| 17/09/2008
LÍDER NA PRÁTICA
O INTANGÍVEL DA MOTIVAÇÃO
Fonte: www.blog.rexona.com.br
“Todos nós concordamos que esta pode ser a geração capaz de acabar com a pobreza extrema”
Disse Bono Vox ao ser eleito Personalidade do Ano pela revista norte-americana Time, em 2005, por sua defesa audaz, coerente e consistente de bandeiras humanitárias – ao lado de Bill Gates, o criador da Microsoft, e sua esposa, Melinda. Líder do grupo de rock irlandês U2 Bono é ativista dos direitos humanos, é um bom exemplo de engajamento em uma causa nobre.
Além de se tornar um símbolo na luta contra a pobreza no continente africano, Bono (cujo nome de batismo é Paul David Hewson) apoiou inúmeras causas: acordos de paz na Irlanda, ações ambientalistas do Greenpeace, a luta contra a Aids, a malária e a tuberculose, o fim da Guerra da Bósnia, o perdão da dívida dos países do Terceiro Mundo. Organizou diversos eventos para arrecadar fundos e pressionou líderes mundiais a assinarem acordos favoráveis a suas causas. Já foi, inclusive, indicado para o Prêmio Nobel da Paz. Uma de suas frases mais onhecidas é: “Quando você tem 16 anos, pensa que pode mudar o mundo. E às vezes você está certo.”
Um líder eficaz oferece causas e não apenas metas. A causa é o que dá significância à vida da pessoa, é o que faz um indivíduo sentir orgulho de pertencer a uma família, um time, um grupo, uma empresa, uma comunidade. Em nome dessa razão maior, as pessoas superam as mais variadas adversidades e ficam mais dispostas a fazer sacrifícios em prol de algo em que acreditam.
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| 18/09/2008
EM CIMA DO LANCE
"BELO NEGÓCIO, DICK!"
 Fonte: www.globo.com
Lembrei-me das imagens de 1989, testemunhas da derrubada das estátuas de Stalin em vários paises de Leste Europeu quando caiu a "Cortina de Ferro". Para não falar da famosa foto do bronze de Saddam Hussein sendo retirado da praça de Bagdá quando os americanos ocuparam a capital iraquiana. É também instigante essa imagem de Richard Fuld, o ex-todo poderoso CEO da Lehman Brothers sendo pichada pelos funcionários que perderam seus empregos devido a desastrada estratégia.
Quem será o próximo? Você conhece algum líder empresarial que mereceria o mesmo destino?
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| 19/09/2008
EM CIMA DO LANCE
DE PRODUTO POPULAR, A OBJETO DE DESEJO NO MUNDO INTEIRO
 Fonte: Jornal Nippo-Brasil
Eu bem me lembro, e isso não faz muito tempo, das sandálias de borracha, despejadas em caixas de papelão de embalagens de outros produtos, colocadas debaixo de qualquer prateleira, em algum canto nas quitandas, supermercados ou dispostas em feiras livres. As famosas do comercial que “não soltavam tiras e não tinham cheiro”, as Havaianas eram vendidas como artigo barato, usado pelo popular. Produto prático e de baixo custo.
Quatro décadas depois do lançamento de um simples chinelo de borracha com finalidade de “proteger os pés” teve início uma reviravolta sob uma nova bandeira: “transformar essas sandálias populares em objeto de desejo no mundo inteiro”.
Essa metamorfose de artigo popular em acessório da moda sofisticada começou em 1994, quando seu fabricante, a São Paulo Alpargatas, criou uma estratégia de revitalização da marca inspirada nas provocações de Ângela Hirata, precursora da idéia de levar o produto para o mercado internacional.
A empresa decidiu, então, lançar as Havaianas Top. A política de comunicação foi renovada: as peças de publicidade deixaram de fazer referência ao produto e passaram a destacar o usuário e suas atitudes. Para conquistar o cenário internacional, reorganizou a rede de distribuidores e empreendeu iniciativas ousadas como a fabricação de um modelo decorado com os cristais austríacos Swarovski, que foi oferecido às estrelas do mundo do cinema que concorriam ao Oscar 2003, uma das festas mais televisionadas do mundo. Ângela Hirata diz ter percebido a virada quando soube que “aqueles que ditam moda se davam ao luxo de ir a uma festa black-tie usando sandálias Havaianas”.
Atualmente, Havaianas é uma das marcas brasileiras mais reconhecidas e valorizadas no exterior. Os olhos oblíquos de Ângela brilham intensamente quando ela relata o resultado do seu sonho que parecia uma idéia visionária, um “sonho impossível”: as sandálias são exportadas para mais de 80 países e podem ser encontradas em lojas elegantes, em Paris, Nova York e Milão, um feito e tanto para esse chinelo que, de tão popular, chegou a custar apenas 4 reais.
As pessoas só se comprometem quando entendem o porquê das ações. Sendo assim, o líder eficaz comunica constantemente a causa e a estratégia, usando para isso todos os meios possíveis; esclarece como os objetivos e metas de curto prazo são fundamentais para a causa comum; e acredita que as pessoas estão dispostas a oferecer o melhor de si e até mesmo a fazer sacrifícios, desde que conheçam a Causa, o Porquê, o Rumo, a Razão de Ser do seu cotidiano.
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| 22/09/2008
EM CIMA DO LANCE
NIKE - UM NOVO ESTILO DE VIDA

Explicitar o rumo está entre as preocupações de uma empresa americana que se destacou por suas propagandas criativas e irreverentes: a Nike, fabricante de tênis e roupas esportivas. Fruto de uma parceria iniciada em 1964 entre o professor de corrida Bill Bowerman, da Universidade de Oregon, e o corredor e ex-aluno Phil Knight, a empresa lançou em 1971 o primeiro tênis da marca já com o logotipo que viria a se tornar um dos três mais reconhecidos mundialmente – ao lado da rede de lanchonetes McDonald’s e do refrigerante Coca-Cola. A idéia não era apenas apresentar um novo modelo de tênis, mas propor um novo estilo de vida. Frases espalhadas em sua sede – um conjunto de 11 prédios em Portland, no Oregon – encarregam-se de lembrar aos funcionários essa causa:
“Nike não vende produtos. Nike inspira sonhos”. “Você é um vencedor quando ultrapassa seus limites”. “Se você tem um corpo, você é um atleta”.
Ao oferecer bandeiras, as empresas vencedoras tentam superar um dos maiores desafios atuais: atrair e reter os profissionais que farão diferença. Assim como os times de futebol às vezes perdem seus melhores jogadores, as empresas também encontram dificuldade para preservar seus talentos. Uma das razões é que mudaram os valores no que se refere ao trabalho e à vida. A tendência hoje é se identificar cada vez menos com uma organização específica. A lealdade será cada vez mais à própria carreira.
E às causas nas quais acreditam. Portanto, o Líder terá que conquistar e reter talentos pelas bandeiras que oferecer, indicando o porto de chegada e as escalas intermediárias na “viagem” da sua equipe, família, grupo ou comunidade, mostrando, desde o princípio, que o importante não é de onde vieram, nem onde estão, mas aonde desejam chegar.
E você, tem abraçado causas ou tem apenas oferecido tarefas e exigido o cumprimento de metas daqueles que o cercam?
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| 23/09/2008
LÍDER NA PRÁTICA
DANIELA MERCURY
 Fonte: www.globo.com
A baiana de Salvador, Daniela Mercury, é o que se pode chamar de artista versátil: canta, dança, compõe e supervisiona os arranjos. Mas sua atividade de líder vai muito além do palco e dos momentos em que grava seus discos ou participa de programas de televisão. Daniela age também na estrutura da cadeia produtiva do entretenimento, pois decidiu produzir seus discos e shows. Para isso montou uma editora que garante o controle de sua obra e evita a vulgarização de sua música. E não parou: fundou uma produtora de shows para concretizar sua independência.
Com a carreira organizada no país e diversas turnês no exterior que lhe trouxeram um enorme respaldo internacional, ela teve condições de se dedicar mais a projetos humanitários. Em 1995 tornou-se embaixadora do UNICEF no Brasil – a frase citada acima foi extraída do seu discurso de posse. Desde então atua continuamente em defesa das crianças.
A cantora também representa a Fundação Ayrton Senna, a UNESCO e a Comunidade Solidária, todas elas organizações sociais sem fins lucrativos. Emprestou seu carisma à maior campanha de vacinação da história de Angola, na África. ,
Daniela Mercury é um claro exemplo de que o líder não fica confinado às “paredes” do seu território formal nem fica aprisionado num “aquário” que limita seu campo de atuação; não influencia só quem está do lado de dentro de uma empresa, família, associação ou escola. Ele vai além. Sabe que a realização do sonho pode estar fora dessas “fronteiras”. Atua onde faz diferença. Exerce a “liderança 360 graus”: para fora, para cima, para os lados, enfim, onde for necessário.
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| 24/09/2008
EM CIMA DO LANCE
É PRECISO FAZER ACONTECER
 Fonte: www.latinstock.com.br
Nem todos sabem obter os resultados desejados. Conheço líderes brilhantes que se satisfazem com a idéia genial, com “o que” precisa ser feito. Mas são infelizes na escolha do “como” da equação. Não são capazes sequer de despertar em si mesmos a determinação e a perseverança necessárias para cumprir as etapas que se impõem. Como poderiam, então, conseguir isso dos outros? Esses líderes não sabem mobilizar parceiros em torno da sua causa. Têm prazer na apresentação de idéias, porém dificuldade na hora da ação. “Precisamos de mais ‘acabativa’ e de menos iniciativa”, comentou o meu amigo Cássio Matos, na época presidente nacional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), ansioso por imprimir mais foco nos resultados na instituição que dirigia.
Fazer acontecer, em vez de apenas planejar, é o mantra dos líderes competentes. “Fazejamento” proporcional ao planejamento é o que produz a diferença. Sempre foi assim. Personagens que exerceram a liderança em momentos decisivos da história, como o imperador francês Napoleão Bonaparte, no início do século XIX, e dois políticos que se destacaram durante a Segunda Guerra Mundial – o primeiro-ministro britânico Winston Churchill e o presidente americano Theodore Roosevelt – foram grandes líderes pelo que realizaram, não apenas por sua visão privilegiada. Eles se notabilizaram pelos resultados que alcançaram.
E você, faz parte do grupo que apenas planejam ou está entre aqueles que fazem acontecer?
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